
Ghandi uma vez disse: "O que quer que faças na vida, será insignificante. Mas é importante que o faças."
Já perdi a conta às vezes que pensei sobre isto.











Apenas deixa tudo sair.
Põe a tua face no meu ombro e deixa-me subscrever…
Eu sei, eu sei, eu soube mesmo antes de chegares a mim.
O mundo em que estás agora,
Não precisas de estar só,
Deixa-me chegar lá de alguma maneira.
Porque eu sei, eu sei, quando cai neve e se sente o gelo nas mãos.
Mas, vou aprender a respirar todo o mal que vês,
Para que juntas possamos estar lá e partilhar a escuridão.
E na tua honestidade, ambas vamos renascer e encontrar solução para o fim da luta.
Tu foste amaldiçoada por um tipo diferente de vista, os altos fazem-te voar mas os baixos fazem te querer morrer…
E eu estive uma vez lá, esperando por alguém e sei como é fácil deixar-se cair!
Mas eu vou aprender a estar ao pé de ti
E juntas vamos correr de lá e rasgar o céu.
Sinto que a frieza tomou conta de mim.
Tem vindo a jogar janela fora uma quantidade de sentimentos, emoções e sensações.
Escolhi defender meu coração de assaltos de paixão ou surtos de amor.
Desde há muito que deixo de parte todas essas doenças estranhamente curáveis com o tempo mas que nesse mesmo tempo deixam o corpo em ruína.
Cada vez mais, sigo as temporadas levianas em que vagueio de corpo em corpo sem olhar para trás.
Recordo-me esporadicamente do meu refúgio. Mas, já não sei se por esta altura, sou livre ou simplesmente aspirou o prazo de validade. Não me sinto se tocar, afundo-me em sombras.
Não sei quantas vezes me vou arrepender, por ter tido a certeza de que não o iria fazer agora.
Nem sei quantas vezes, vou pensar sobre o que terminei ou comecei nas minhas vontades.
Desisti de tentar admitir ao vento tudo aquilo que os pássaros abafam em gritos. Quais segredos, quais quê! Poderia gritá-lo no teu ouvido se fosse preciso, mas não é! Foi sempre assim, raramente estivemos em sintonia e sempre foram feitas perguntas certas em horas erradas.
Não existem dias em que penso em ti, é contínuo. É como se me tivesses ensinado a andar. Tudo tem um toque teu, tudo se relaciona da maneira como te via e nenhum olhar me agarra mais que o teu.
Não há dia para ouvir as palavras trocadas, a ansiedade antes de chegares, o medo porque deves estar a chegar ou o estremecer pela chegada da última mensagem antes de sermos só nós. Dói-me saber que nunca mais vamos estar próximos, nunca mais vamos rir juntos… Dói-me saber que se calhar não foi melhor assim.
Acordei um dia destes com os meus sete pés esfolados de tanto fugir, já nem sei de que material sou feita.
Procuro por ti em todos os lugares para que me digas se estou a ir bem.
Penso baixinho em como gostava de ter notícias tuas, vindas de ti. Que tivesses perguntado por mim uma vez que fosse e eu faria girar o mundo. Já não se trata de preço a pagar ou sonhos desfeitos.


Na primeira noite eles aproximam-se
e colhem uma Flor do nosso jardim
e não dizemos nada.
Na segunda noite,
Já não se escondem;
pisam as flores, matam o nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e,
conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.
Vladimir Maiakóvski